A lua estava esplendorosa, o céu estrelado na noite fria. Estava eu no bosque sob uma árvore desfrutando a luminescência noturna com um tanto de vinho. Pouco adiante, doutro lado da rua, vi uma forma branca e reluzente transitar pelas janelas do casarão. Não sei, fiquei abobado, ela me chamava. Diante da curiosidade, por ímpeto e atração, avancei. Estava para pular o velho e emperrado portão, mas quando aproximei-me, ele sozinho se abriu, convidativo. Novamente, aproximei-me e as enormes portas se abriram.
Um aposento grande, velho, poeirento, soalho de madeira. Era iluminado à luz de velas, dispersas pelo chão. Uma luz sonolenta e silenciosa. Não encontrei, a figura que dançava pelas janelas, mas em um canto da sala, havia uma cama com dossel de cetins brancos.
Na cama adornada, havia uma garota com seus vinte anos, longos cabelos negros escorridos, tez lívida como pérola e os lábios esbranquiçados. Despertou, e por um instante, assustei-me. Veio de encontro a mim. Seu vestido macio tremulava com o vento e seus doces movimentos. Ela flutuava, seus pés nus, tão delicados, mal tocavam o chão. Estendeu-me a mão tão meiga para uma valsa.
A música veio da noite lúgubre. Peguei-a amorosamente pelos braços. Senti o seu frescor e a pele frígida. A fisionomia lânguida era cativante. A leveza dos passos me fizeram flutuar, voar, sem que pudesse me aperceber e errar o pé. Nessa garota tão sedutora, de olhar ameno, caí-me, mansamente, em volúpia. Quase tocamos o teto. Manteve sempre uma atitude deleitada, muito morna, irresistível.
Ao final da música, voltou para seu leito desolador, sonolenta e trôpega. A seguir, fui atormentado por gritos que vinham de todos os lados, logo fui expelido, lançado com assustadora força para a rua erma. Esfolado, amarfanhado, fui cambaleando embora de uma noite fascinante.
Um aposento grande, velho, poeirento, soalho de madeira. Era iluminado à luz de velas, dispersas pelo chão. Uma luz sonolenta e silenciosa. Não encontrei, a figura que dançava pelas janelas, mas em um canto da sala, havia uma cama com dossel de cetins brancos.
Na cama adornada, havia uma garota com seus vinte anos, longos cabelos negros escorridos, tez lívida como pérola e os lábios esbranquiçados. Despertou, e por um instante, assustei-me. Veio de encontro a mim. Seu vestido macio tremulava com o vento e seus doces movimentos. Ela flutuava, seus pés nus, tão delicados, mal tocavam o chão. Estendeu-me a mão tão meiga para uma valsa.
A música veio da noite lúgubre. Peguei-a amorosamente pelos braços. Senti o seu frescor e a pele frígida. A fisionomia lânguida era cativante. A leveza dos passos me fizeram flutuar, voar, sem que pudesse me aperceber e errar o pé. Nessa garota tão sedutora, de olhar ameno, caí-me, mansamente, em volúpia. Quase tocamos o teto. Manteve sempre uma atitude deleitada, muito morna, irresistível.
Ao final da música, voltou para seu leito desolador, sonolenta e trôpega. A seguir, fui atormentado por gritos que vinham de todos os lados, logo fui expelido, lançado com assustadora força para a rua erma. Esfolado, amarfanhado, fui cambaleando embora de uma noite fascinante.
1 comment:
Nossa, que lindo. Você escreve muito! rs
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