Friday, January 20, 2012

O Horizonte

Guilherme Rodrigues

Ao entardecer, olhando o horizonte, vi alguns índios surgirem adiante, ao longe. Eles corriam, brincavam, pulavam um no outro e riam muito. Discretamente, uma flauta e, depois, um tambor incoaram a tocar. Logo em seguida, juntaram-se a eles, uma dúzia de cavalos. Começaram a correr juntos, de um pulo alguns subiram no dorso deles. Corriam para um lado e para o outro, empinavam e gritavam seus tradicionais gritos. Era uma dança mágica. Todos agora estavam cavalgando, rápidos como flecha. Seus longos cabelos esvoaçavam com o vento. Que rapidez! Que força! Que jovialidade! Mantinham o rosto firme de um guerreiro e o sorriso de uma criança. Sumiram no céu azulado da noite deixando para trás um feixe de luz azul-esbranquiçado como as estrelas.

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